Eu?
Sou como o vento...
mas apenas uma mulher...
apenas alguém que ousa
sonhar... Alguém,
que tinha
uma certeza
absoluta...
de que o
tempo
havia lhe
mostrado
o caminho...
que era só seguir por
ele e estaria segura...doce
engano... nunca esteve tão
perdida... segue só... na
direção do vento...
Poeira ao vento
é o que resume sonhos...
As vezes preciso falar
pra mim mesmo ouvir...
As vezes preciso falar
As vezes preciso ouvir
As vezes preciso ver
Choro porque sou insana
se não fosse sorriria
mas prefiro deixar a
morte morar em minha alma...
Quando me disponho a ouvir
algo em mim diz: vai...
Além da verdade estão os deuses
a estrada e poeira de estrelas...
DUST IN THE WIND
(Letra traduzida)
"Eu fecho meus olhos
Só por um momento
E este momento já passou
E todos os meus sonhos
Passam diante dos meus olhos,
uma curiosidade
Poeira ao vento
Tudo o que são é poeira ao vento
A mesma velha canção
Apenas uma gota d¿água
no oceano infinito
E tudo que fazemos
Se desmancha no chão
Apesar de recusarmos ver
Poeira ao vento
Tudo que nós somos é poeira ao vento
Não fique parado
Nada dura para sempre
A não ser o céu e a terra
Tudo vai embora
E todo o seu dinheiro
Não te comprará mais um minuto
Poeira ao vento
Tudo que somos é poeira ao vento
Poeira ao vento
Tudo é poeira ao vento"
PARA OS DEUSES
(Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa)
"Para os deuses as coisas são mais coisas.
Não mais longe eles vêem, mas mais claro
Na certa Natureza
E a contornada vida...
Não no vago que mal vêem
Orla misteriosamente os seres,
Mas nos detalhes claros
Estão seus olhos.
A Natureza é só uma superfície.
Na sua superfície ela é profunda
E tudo contém muito
Se os olhos bem olharem...
Aprende, pois, tu, das cristãs angústias,
Ó traidor à multíplice presença
Dos deuses, a não teres
Véus nos olhos nem na alma."