Eu?
Sou como o vento...
mas apenas uma mulher...
apenas alguém que ousa
sonhar... Alguém,
que tinha
uma certeza
absoluta...
de que o
tempo
havia lhe
mostrado
o caminho...
que era só seguir por
ele e estaria segura...doce
engano... nunca esteve tão
perdida... segue só... na
direção do vento...
Tudo esta em constante transformação,
O mundo está, eu estou, todos estamos...
As vezes não conseguimos entender algumas
coisas... mas acredito que de alguma forma
tudo coopera para o nosso crescimento
e crescer dói....
As vezes uma voz leva quatro estações
para ser ouvida, e a resposta
chega até nós em uma primavera...
num lindo dia de sol...
Canção
No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta.
"Triste o fim
do que não tem meio
nem começo
ponto antes da frase
espasmo antes da dor
parto antes do filho
despedida sem chegada
morte sem vida
Triste o fim
do que não tem história
lembrança sem memória
rima sem verso
viagem sem partida
futuro sem passado
saudade sem momentos
Triste o fim do que nunca foi
pois não é
nem será
perdido ficou
no que um dia seria."
Não se pode guardar boas lembranças do que nunca foi, tudo o que eu tenho, é o que eu sinto, absolutamente sozinha...e isto sim é, algo "muito" especial mas é só meu... voce não sabe, nunca vai saber...
Magoado? voce quer falar de magoas?
Tudo o que veio de voce, e que eu posso considerar que realmente, "objetivamente" foi dirigido a mim, foi: Mas não
é correspondida, Não quero nada de você, velha puta,
(velha puta eu amei, foi ótimo, pena que eu removi o comentário, podia te reenviar para concorrer junto com as outras perolas que vc publicou...), nunca te dei esperanças...
Claro...as "entrelinhas"... muitas... falando de amor de desejos
e possibilidades... mas essas, não foram dirigidas a mim, foram jogadas ao vento..."a quem interessar possa"...
A tua atenção, cuidado, carinho, sempre tiveram um endereço...
e nunca foi o meu... então não tenho nada.. sequer uma boa lembrança.
Esteja bem,
SEVEN MONTHS(Tradução)
Portished
Como posso te esquecer
Me libertar do que eu sinto
Ouvir silenciosamente
As palavras que não posso compreender
Pelo tanto que eu tentei
E por tão para baixo que eu possa estar
Eu nunca vou me dispensar
Do julgamento que eu procuro
Por que eu deveria te perdoar
Depois de tudo o que eu vi
Sussurrar quietamente
Quando o meu coração quer gritar
Pelo tanto que eu tentei
E por tão para baixo que eu possa estar
Eu nunca vou me dispensar
Do julgamento que eu procuro
Não há tempo para descansar
ou reconsiderar
Pela crueldade do não dito, não vou conceder
Pelo tanto que eu tentei
E por tão para baixo que eu possa estar
Eu nunca vou me dispensar
Do julgamento que eu procuro
Um sonho nublado na noite terrestre
Pendurado sobre a lua crescente
Um som mudo na luz fraca
Cantando junto a chegada da alvorada
Os pássaros que voam estão sendo
chamados a esse lugar
Onde o coração move as pedras
É desse lugar que meu coração está chamando
Tudo pelo seu amor
Uma pintura pendurada sobre a hera
Abrigando-se no musgo esmeralda
Os olhos declaram trégua da verdade
E então isto me leva para longe
Onde o crepúsculo secreto do deserto
Derrete a areia nas poças do céu
Quando a escuridão colocar seu manto vermelho
Suas lampadas me chamarão para casa
E esta é minha homenagem
Arrebatada pela tranquilidade da noite
E neste momento eu sinto seu movimento
Todo suspiro é suficiente
Então, é esta minha homenagem
Arrebatada pela tranquilidade da noite
Toda a distância parece tão póxima
Tudo pelo seu amor.
"Ó noite onde as estrelas mentem luz, ó noite, única coisa do tamanho do universo, torna-me, corpo e alma, parte do teu corpo, que eu me perca em ser mera treva e me torne noite também, sem sonhos que sejam estrelas em mim, nem sol esperado que ilumine o futuro."
EU VIVO QUIETA NO MEU CANTO,
O QUE INCOMODA TANTO EM MIM?
O QUE INCOMODA TANTO ALGUMAS PESSOAS?
O QUE? QUAL O PROBLEMA DE VOCES?
PORQUE NÃO ME DEIXAM EM PAZ?
AS VEZES ME SINTO COMO UM ANIMAL EM
EXTINÇÃO EXPOSTO A VISITAÇÃO PÚBLICA
PORQUE SERÁ?...
Se ao menos soubesses tudo o que eu não disse...
ou se ao menos me desses as mãos como quem beija
e não partisses, assim, empurrando o vento
com o coração aflito, sufocado de segredos;
se ao menos percebesses que eram nossos
todos os bancos de todos os jardins;
se ao menos guardasses nos teus gestos essa
bandeira de lirismo que ambos empunhamos
na cidade clandestina...
Quando as manhas cheiravam a óleo
e as flores e o Inverno espreitavam ainda nas
esquinas como uma criança tremendo;
se ao menos tivesses levado as minhas
mãos para tocar os teus dedos
para guardar o teu corpo;
se ao menos tivesses quebrado o riso frio dos espelhos
onde o teu rosto se esconde no meu rosto
e a minha boca lembra a tua despedida,
talvez que, hoje, meu amor, eu pudesse esquecer
essa cor perdida nos teus olhos.
De quanto se escreve, só amo alguém que escreve com o seu sangue.
Escreve com sangue, e descobrirás que o sangue é espírito.
Não é nada fácil compreender o sangue alheio; eu detesto todos os que lêm como ociosos.
Quando se conhece o leitor, já nada se faz pelo leitor. Mais um século de leitores, e o próprio espírito será um fedor.
Que toda a gente tenha o direito de aprender a ler, eis o que com a continuação vos aborrece não somente de escrever mas de pensar.
Outrora o espírito era Deus, depois fez-se homem, agora transforma-se na populaça.
O que escreve com o seu sangue e em máximas, não quer ser lido, mas decorado.
Nas montanhas, o caminho mais curto vai de cimo a cimo; mas para isso é preciso ter pernas altas. As máximas devem ser cumieiras, e aqueles a quem as destinas devem ser esbeltos e altos.
O ar leve e puro, o perigo próximo e o espírito pleno de alegre malícia, tudo isto se harmoniza maravilhosamente.
Gosto de me ver rodeado por duendes maliciosos, porque sou corajoso. A coragem afugenta os fantasmas, mas cria os seus próprios duendes. A coragem gosta de rir.
Sinto todas as coisas diferentemente de vós; a nuvem que distingo abaixo de mim, escura e carregada, e de que me rio - é para vós uma nuvem tempestuosa.
Vós olhais para cima, porque aspirais a elevar-vos. E eu, como estou no cimo, olho para baixo.
Qual de vós sabe ainda rir?, mesmo depois de ter atingido o cimo?
O que escala os mais elevados montes ri-se das cenas trágicas do palco como da gravidade trágica da vida.
Corajosos, despreocupados, zombeteiros, imperiosos, assim nos quer a sabedoria; é mulher e só pode amar guerreiros.
Vós me dizeis: "A vida é um fardo pesado." Mas para que vos servem o vosso orgulho matinal e a vossa resignação da tarde?
A vida é um fardo pesado? Não vos mostreis tão contristados! Não passamos todos de uns bons burrinhos e burrinhas de carga.
Que temos de comum com o botão de rosa que verga sob o peso de uma gota de orvalho?
É verdade que se amamos a vida, é por estarmos mais habituados a amar do que a viver.
Há sempre o seu quê de loucura no amor. Mas há sempre o seu quê de razão na loucura.
E quanto a mim, que gosto da vida, parece-me que aqueles que melhor se entendem com a felicidade, são as borboletas e as bolas de sabão, e tudo o que entre os homens se lhes assemelhe.
Ver revolutear essas alminhas aladas e loucas, graciosas e movediças, é o que arranca a Zaratustra vontade de chorar e de cantar.
Eu só acreditaria num Deus que soubesse dançar.
E quando vi o meu Diabo, achei-o grave, meticuloso, profundo, solene; era o espírito de Gravidade. É ele que faz cair todas as coisas.
Não é a cólera, é o riso que mata. Adiante! matemos o espírito de Gravidade!
Eu aprendi a andar: desde então deixei de esperar que me empurrassem para mudar de sítio.
Vede como me sinto leve; vede, estou a voar; vede, agora vejo-me do alto, como um pássaro; vede, um Deus dança em mim.
Um tempo... um tempo considerável sem máquina...
(Os filhos daquela amável senhora cortaram o cabo de dados do meu monitor, e não deixaram nem o endereço para mandar a conta do prejuizo... FILHOS DA P...) não fiquei incomunicável, não se fica incomunicável nos dias de hoje, afinal pra que existem os cybers não é? mas a verdade é que que precisei muito de um tempo... um tempo de calar a voz, um tempo de silêncio ... apenas observando as alterações "climáticas" o vento...
Um tempo tentando organizar os sentimentos, buscando um equilíbrio, tentando entender coisas que voce vê no noticiário e acha que nunca vão acontecer com você... complicado... difícil, lidar com a incredulidade a violência, a raiva a sensação de impotência que te toma ao acordar de madrugada e dar de cara com quatro vagabundos dentro da tua casa te intimidando pedindo coisas, mantendo tua família em um quarto enquanto "limpam" a tua casa... difícil e irônico é ainda ter de dar graças a Deus por não ter sofrido nenhuma violência física...
Somos só mulheres na casa, mas somos especiais, muito fortes, fortes como só mulheres que tiveram que aprender a viver e se virar sozinhas sabem ser... isto nos fez manter a calma e até por que não dizer um certo controle no momento do caos, o que não quer dizer que não ficamos abaladas com o acontecido, ficamos... muito... qualquer pessoa ficaria... mas o que realmente importa é estamos "muito" bem, firmes e fortes, prontas pra outra... pro que vier...