Eu?
Sou como o vento...
mas apenas uma mulher...
apenas alguém que ousa
sonhar... Alguém,
que tinha
uma certeza
absoluta...
de que o
tempo
havia lhe
mostrado
o caminho...
que era só seguir por
ele e estaria segura...doce
engano... nunca esteve tão
perdida... segue só... na
direção do vento...
Entrelinhas, musicas, posias, mentiras e
verdades ditas assim sem piedade...
as vezes realmente nada faz sentido...
palvras não podem expressar...
a alma geme...e tudo que sentimos é um
cansaço infinito que parece nunca mais
vai nos abandonar, nessas horas tudo
que se quer e dormir, um sono profundo
o sono do esquecimento, um coma...
dormir e apagar um ano da nossa vida...
dormir e não acordar mais...
Talves não esperem tanto de nós...
talves esperem apenas uma demonstração
mais direta... do que realmente se sente...
Entrelinhas é um jogo de testar sanidade
de repente tudo o que voce pensou que era
pra voce pode não ser... e na verdade quem disse
que era?... o seu nome estava em algum lugar?...
para a dúvida se instalar basta apenas algumas alterações no humor (as vezes é bem mais que algumas alterações no humor...) e pronto voce já não sabe de mais nada...
Fica mais perdida que a Dory a peixinha azul do "Procurando Nemo" quando o pai do Nemo foi embora achando que o filho tinha morrido... (alguem viu?
me sinto como ela, não sei nem quem sou...)
Eu não sei lidar com dúvidas... eu não sei lidar
com a insegurança... eu não sei lidar com o medo...
e eu não sei lidar com ciumes...
E na verdade talvez tudo o que realmente se
espera de alguém é que ele nos diga de uma maneira clara simples e direta apenas que "SE IMPORTA"...
tem tantas maneiras de se fazer isso...
O que é tão complicado?...
" O homem não sabe o que diz o pássaro sobre os ramos, ou os arroios sobre o pedregulho, ou as ondas quando invadem as praias. Seu coração adivinha, contudo, o sentido de todas essas vozes..."
"Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam a agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, trabalha para a vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para liberar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações e, com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor, procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações, onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Pois o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga: "Deus está no meu coração", mas que diga antes: "Eu estou no coração de Deus."
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma canção de bem-aventurança."
Trecho do livro:
"O Profeta" de Gibran Khalil Gibran
Cada pessoa tem seus processos particulares
de lidar, reagir, vencer os seus medos...
Algumas pessoas são tão transparentes para nós
que achamos que também somos pra elas...
não somos...
Mas entendo, entendo que não entender
provoca sentimentos confusos...
explosões de raiva, que serão aplacadas
quando o coração falar mais alto...
Alma.
(Zélia Duncan).
Alma, deixa eu ver sua alma,
A epiderme da alma, superfície.
Alma, deixa eu tocar sua alma
Com a superfície da palma da minha mão, superfície.
Easy, fique bem easy, fique sem nem razão,
Da superfície livre,
Fique sim, livre,
Fique bem com razão ou não, aterrize.
Alma, isso do medo se acalma,
Isso de sede se aplaca,
Todo pesar não existe.
Alma, como um reflexo na água,
Sobre a última camada
Que fica na superfície, crise.
Já acabou, livre,
Já passou o meu temor do seu medo
Sem motivo, riso, de manhã, riso de neném
A água já molhou a superfície.
Alma, daqui do lado de fora
Nenhuma forma de trauma sobrevive,
Abra a sua válvula agora,
A sua cápsula alma
Flutua na superfície lisa, que me alisa, seu suor
O sal que sai do sol, da superfície
Simples, devagar, simples, bem de leve
A alma já pousou na superfície.
Algumas coisas que escrevemos não conseguem
passar exatamente o que sentimos no momento em
que escrevemos, talvez por isto faça tanta falta olhar
nos olhos e exercitar a voz para expressar os nossos
sentimentos... mas acreditem ou não o último post não teve conotação hostil ou chorosa, na verdade ele foi feito até meio em tom de piada, (preciso avisar, tenho um humor meio peculiar ... bom melhor que não ter nenhum né?.. :)
Mas pegando o meu próprio gancho, me pergunto porque as vezes realmente parece que reforçamos os pontos negativos justo quando a esperança vem novamente iluminar os nossos caminhos?... na verdade não reforçamos, eles apenas estão lá.
...Algumas vezes nos sentimos tão cansados... achamos que já não existem mais esperanças pra nós... então nos escondemos em cavernas e ficamos lá no escuro nos sentindo os maiores miseráveis da face da terra, lambendo nossas feridas e esperando a dor passar...
Então algo acontece e a luz simplesmente nos alcança... não é maravilhoso?, ela nos ilumina, nos envolve por inteiro... mas a primeira coisa que ela expõem são as nossas fragilidades... as feridas da nossa alma... o que devemos fazer? escondê-las
para que não doam mais, ou expô-las à luz para que
sejam curadas?...
Isto pode não fazer sentido nenhum pra ninguém...
mas faz muito pra mim: "Todo princípio requer uma renovação"... Se uma nova chance nos e dada... se
os caminhos novamente se abrem a nossa frente... precisamos nos libertar dos nossos medos... e não conseguiremos escondendo nossas magoas debaixo
do tapete...
Nada especial a ser dito neste post, a não ser
algumas considerações sobre como me sinto em relação a alguns conceitos... lia algumas poesias do vinicius
que já li trocentas vezes quando um título conhecido
me fez divagar ..."Soneto da Fidelidade" ... mas o que
é fidelidade? Se é fiel a alguém? penso que não, penso
que não somos e não devemos ser fiéis a causas ou pessoas.
Não sou, nunca fui, não tenho e não devo fidelidade a ninguém, mas sou absolutamente fiel a mim mesma...
sou fiel aos meus sentimentos... sou fiel ao que acredito ser uma verdade... sou fiel a um sentimento que me tomou, a um tempo considerável, habita e cresce em mim sem que eu tenha nenhum controle... mas se um dia esse sentimento acabar então nao haverá mais fidelidade... nem traição... apenas à vida seguindo seu curso natural...
Ser fiel a nós mesmos não nos permite trair em nenhuma circunstância... a quem quer que seja...
Quem somos? O que sentimos? Qual é a nossa verdade? O que nos move? ... só o básico ... Não se é fiel ao que não se conhece...
Soneto da Fidelidade (Vinicios de Moraes)
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Um andarilho vai pela noite
A passos largos;
Só curvo vale e longo desdém
São seus encargos.
A noite é linda
Mas ele avança e não se detém.
Aonde vai seu caminho ainda?
Nem sabe bem.
Um passarinho canta na noite:
"Ai, minha ave, que me fizeste!
Que meu sentido e pé retiveste,
E escorres mágoa de coração
Tão docemente no meu ouvido,
Que ainda paro
E presto atenção?
Por que me lanças teu chamariz?"
A boa ave se cala e diz:
"Não, andarilho! Não é a ti, não,
Que chamo aqui
Com a canção
Chamo uma fêmea de seu desdém
Que importa isso, a ti também?
Sozinho, a noite não está linda?
Que importa a ti? Deves ainda
Seguir, andar,
E nunca, nunca, nunca parar!
Ficas ainda?
O que te fez minha flauta mansa,
Homem da andança?"
A boa ave se cala e pensa:
"O que lhe fez minha flauta mansa,
Que fica ainda?
O pobre, pobre homem da andança!"