....:+:Ros@dosVentos:+:

Eu?
Sou como o vento...
mas apenas uma mulher...
apenas alguém que ousa
sonhar... Alguém,
que tinha
uma certeza
absoluta...
de que o
tempo
havia lhe
mostrado
o caminho...
que era só seguir por
ele e estaria segura...doce
engano... nunca esteve tão
perdida... segue só... na
direção do vento...

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:: Domingo, Maio 23, 2004 ::

Ela esperou tanto tempo...
esperou pela sua visão, por palavras
mensagens nas entrelinhas...
(ela se tornou expert em entrelinhas...)
Mas por 23 longos dias apenas
um interminavel silêncio...
O que este silêncio esconderia?
talvez outras possibílidades,
outras opções silênciosas...
Ela sofreria novamente...(novamente?)
ela está muito cansada...
decidiu arranca-lo de seu coração
a qualquer preço...
O coração já "anestesiado" chegou ao seu
limite parece não se importar mais...
afinal o que os olhos não vêem o
coração não sente, ou deixa de sentir
com o tempo... o tempo...

Mas sua visão voltou, veio olha-la nos
olhos... ela queria sorrir, quebrar o
gelo, queria um sorriso...
mas a imagem permanecia impassível...
O que ele queria? o que aquele
olhar tentava dizer?
Seria uma promessa de uma nova
possíbilidade? (outra?) ou
um adeus para o que nunca existiu? (outro?)
Um julgamento? (outro?) um questionamento?
ou talves apenas reafirmar seu domínio?
se certificar que sua presa não esta
tentando escapulir? porque mante-la
cativa se "ELE NÃO A QUER?"
Apenas por vaidade? ela alimenta seu ego
a tanto tempo...

para ela esse sentimento nobre chamado amor
se transformou em tortura psicológica
uma mulher que se apaixonou por uma
miragem, e se perdeu...
ainda ama e ainda sofre por esse amor
mas esta cansada de arrastar grilhões...
cansada de lutar contra adversários invisíveis...
da especulação, da indiferença,
do silêncio, das desculpas, cansada da
torcida contrária, das pessoas que se
divertem com o sofrimento alheio,
cansada, apenas muito cansada...



O Dia que Não Terminou
Detonautas


Me sinto tão estranho aqui
Que mal posso me mexer, irmão
No meio dessa confusão
Não consigo encontrar ninguém
Onde foi que você se meteu, então?
To tentando te encontrar
To tentando me entender
As coisas são assim...
Meus olhos grandes de medo revelam a solução
A solução
Meu coração tem segredos que movem a solidão
A solidão
Me sinto tão estranho aqui
Diferente de você irmão
A sua forma de extorsão
Não pareço com ninguém, sei lá
Pois eu sei que nós temos o mesmo destino, então
To tentando me encontrar
To tentando me entender
Porque tá tudo assim?
Meus olhos grandes de medo revelam a solução
A solução
Meu coração tem segredos que movem a solidão
A solidão
Quem de nós vai insistir e não,
Se entregar sem resistir, então
Já não há mais pra onde ir
Se entregar á solidão, irmão
Meus olhos grandes de medo revelam a solução
A solução
Meu coração tem segredos que movem a solidão
A solidão.


:: by WIND 6:26 AM [+] ::
Estrelas brilharam aqui!

:: Quarta-feira, Maio 05, 2004 ::

De onde me vem esta vontade de falar?
uma pessoa que fala pouco, quase muda
de repente esta vontade de falar...
jogar palavras ao vento, palavras vazias
que não digam nada ou talvez digam tudo...
Palavras que algumas pessoas falam
e que nos inspiram outras...
A primeira "imbecil" a falar? não...
a única, a única "imbecil" dona de um
coração apaixonado que insiste em não
ouvir a voz da razão... existe algo
mais "imbecil" que isto?

Palavras escritas...
sempre dirão algo a alguém...
basta que alguém as leia
e escritas estarão para sempre
mesmo que sejam apagadas...

Ou a minha insanidade tem chegado
a níveis críticos, ou o vento tem
me trazido algumas palavras, alguns
sentimentos, que realmente não
sei de onde se originaram...
mas eles tem chegado até mim...
O que alguém estaria fazendo tão longe
de casa? tão longe de seus dominios?
o que procura?...
Ouça o seu coração! dedique seus
sentimentos a quem realmente mereça!
olhe a sua volta, bem perto está
o que voce procura...
pessoas especiais que dariam tudo
para ter o seu coração...
Já o meu é apenas um infiel, selvagem,
indomavel, coração que acha... e tem
vontade própria...
Já faz muito tempo escolheu
um eleito e por ele bate...



A magia das nossas histórias...

A poesia a magia encontra-se em todas
os lugares, em todas as coisas...
no ceu azul ou cinza...
nas estrelas, no mar, na terra,
dentro de nós...
Encontra-se em sentimentos que chegam
sem pedir licença e crescem a
nossa revelia... se abrigam em nosso
coração e passam a ter vida própria...
não ouve nada nem ninguém...
apenas segue alheio aos gritos
da razão que clama pare!...
Ele segue indiferente ao silêncio,
a ausência, a indiferença, as
opções silênciosas, que vez ou outra
esbarram em nós... que falam...
fazem sangrar nossa alma...
insiste em nos dar esperança,
cresce, se fortalece enraiza
se torna o nosso norte...
Isto é magia... história de vidas...
de amor... de solidão... de esperanças...
de desejos e dores.... sentimentos
desencontrados que nos fazem sofrer
mas nem por isso deixam de
ser mágicos...


O que será (À flor da pele)


O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

Chico Buarque



:: by WIND 2:33 PM [+] ::
Estrelas brilharam aqui!