Eu?
Sou como o vento...
mas apenas uma mulher...
apenas alguém que ousa
sonhar... Alguém,
que tinha
uma certeza
absoluta...
de que o
tempo
havia lhe
mostrado
o caminho...
que era só seguir por
ele e estaria segura...doce
engano... nunca esteve tão
perdida... segue só... na
direção do vento...
Abro os olhos para o invisível...
olho para dentro de mim...
e vejo a força...
a força que sempre me guiou
a garra de viver,
que não me deixou morrer...
nem quando eu mais quis...
enfrento meus fantasmas...
escancaro as janelas e deixo a luz entrar
luz... muita luz...
ela me envolve e me purifica
vasculha cada canto escuro
me ilumina e me fortalece...
e eu renasço, recrio...
outra vez transformo a vida
e ela novamente será mágica
como já foi...
Eu realmente não sei administrar meus sentimentos...
será que alguém sabe administrar o amor? a paixão?
se alguém souber por favor me fale eu não sei...
coração novamente apertado... não me sinto bem...
Preciso falar, desabafar... apesar nem saber o que dizer...
só o que eu já sabia... ia sofrer novamente...
mas chega... chega de sofrer... chega de desvarios...
chega de amar quem não me ama...
finalmente o golpe de misericórdia... finalmente ouvi, li
o que precisava... o que eu já dizia a mim mesmo ha tanto tempo, mas meu coração, néscio coração se negava a dar ouvidos: "Mas não é correspondida." É isso...
Do início ao precipício
Nada a dizer
Tudo a sentir
Esperar um dia quente de sol
Tirar a roupa pra vida
Reverenciar a dor primeira
Parteira do meu afeto
Do primeiro medo
Sua voz seca, fria, distante...
Mágoa, paixão acesa
E que tomem as correntes de lágrimas
E que amordacem os nós do coração
E que caia a chuva do desespero
E que desça a noite e a solidão
E que meu riso seque o pranto apenas quando eu encontrar alguém disposto a amar
O verdadeiro, primeiro e inteiro amor
Um amor que vê no olhar do outro a janela do mundo
Um amor capaz de dar a mão e abraçar a vida
Um amor capaz de ter a certeza da sua existência
Que nunca quer ir embora
Que não precisa pedir
Que nunca ousa partir
Um amor ancorado
Um amor decorado
Um amor sem fome
Um amor sem sono
Um amor sem desgosto, um amor sem agosto
Amor sem frio e sem condecoração
Sem medalha ou falsa indicação
De janeiro a janeiro
Quantos janeiros vingarem
Um amor que já nasceu semente, brotando
da alma e florindo a mente
Um amor que de tão sábio espera
Que de tão vivo, morre e renasce
Que de tão cego, enxerga a luz
No fim do túnel, o amor.
No fim do grito, o precipício.
No fim da ponta do lápis, a cor.
No fim do medo, o início.
Não existiria som se não houvesse o silêncio,
Não haveria luz se não fosse a escuridão,
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim.
Cada voz que canta o amor
Não diz tudo que quer dizer,
Tudo que cala
Fala mais alto ao coração.
Silenciosamente
Eu te falo com paixão.
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som.
As palavras me abandonaram...
os pensamento estão descordenados...
Na minha alma apenas uma expectativa...
e um medo...
A única coisa que ainda me move
é a força do que eu sinto...
preciso descobrir que sentimento e esse
que me faz prosseguir a despeito de
tudo e todos tão insanamente...
apesar do medo de sofrer novamente...
Eu olho... não vejo a forma, não me pergunte
pelas características físicas, não saberia detalhar,
mas através dos olhos eu vejo a essência,
a essência... ela sim me faz desejar,
ela sim me faz querer, e eu quero tudo,
eu quero a mente, eu quero o coração,
eu quero o corpo, eu quero a alma...
nada menos que isto...
A poesia abaixo cala tão fundo em minha alma
que a minha vontade era simplesmente acabar
com este blog deixando esta poesia como último post
para a posteridade, não escrever mais nenhuma palavra...
e escrever pra quê? ninguém lê mesmo!
há! o contador?... ele é uma piada!...
se alguém quiser posso informar como conseguir
que o contador conte o acesso de fantasmas...:D
(ando bem cotada no além...)
a verdade e que ninguém lê isso...
mas me faz bem escrever... me alivia...
então acho que vou continuar escrevendo...
agora enquanto escrevo, ouço Romance em si menor,
sou eclética gosto de todas as boas
músicas de todos (quase... alguns gêneros não tem
música boa heheh...)os gêneros músicais, mas fazia
um tempão que eu não ouvia os meus clássicos...
alguém já ouviu Clara Schumann?
é muito lindo... tenho vontade de chorar...
e não é de tristeza nem de alegria...
apenas um sentimento que ela me traz...
mágico... até o texto ficou mais leve...
Um bom findi a todos... tenho uma merecida
folga amanhã.... hoje... :)
Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser
tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento,
do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
A vida nos prega peças... e mesmo quando achamos que já somos suficientemente maduros, escolados e descolados por ela, ainda caimos em algumas armadilhas... estamos o tempo todo conscientes... e a consciência nos da o sinal de alerta... nos diz que devemos evitar... mas uma força nos faz seguir em frente... ignorando todos os sinais...
O livre arbítrio... ele nos daria direito a escolhas... mas uma forte sensação de que algo independente da nossa vontade está sempre acontecendo me angustia...
a sensação de não ter o controle... da impotência diante de sentimentos que deveriamos poder administrar... e no entanto apenas somos levados como se fossemos pegos de surpresa
por uma onda que nos carrega para muito longe, e nos deixa a deriva... na eminência de um afogamento... ainda assim conseguimos tirar forças não sei de onde, e nadar até a praia mais próxima... e parece que estamos salvos... parece que conseguimos ... mas ... temos de conviver com as marcas que ficam na alma... não saimos nem tão livres... nem tão impunes...
E hoje só uma frase:
"Para enxergar claro, basta mudar a direção do olhar"
(Antoine de Saint-Exupery)
Cansei de reprimir a alma, suprimir sentimentos, de ter medo...
de tudo o que eu tenho mais certeza é da minha ansia de liberdade...
Cansei de ser política, diplomática, misericordiosa...
cansei deste jogo de cintura para manter tudo e todos felizes
cansei de adotar posturas que não são minhas porque isso satisfaz as pessoas....cansei de ser sempre a forte...
estou muito cansada.... só quero parar e chorar... e mesmo se eu chorar muito... se eu chorar até não ter mais nenhuma
lágrima para derramar... ainda assim não vou conseguir aliviar este aperto no coração...
E hoje a consciência... apenas a cruel consciência... que se espelha em uma frase de Érico verissimo...
"O oposto do amor não é o ódio e sim, a indiferença."
(Érico Veríssimo)